Il senso delle cose

Sábado, Agosto 20, 2005

Letters*

Significado, direção, caminho. Talvez eu possa escolher, talvez a escolha já tenha sido feita. Maybe my life was tainted by hers. Talvez eu tenha sucumbido à falácia da independência e autenticidade. Enquanto fingia estar sendo eu mesma, estava desaparecendo e ficando tão transparente, tão sem profundidade, que mal posso sentir o que sou.
Enquanto tento me sustentar, ouvindo ecos de superioridade na minha mente, é só nela que posso continuar assim. E como a superioridade é rasa, a queda é sempre vergonhosa. A cada dia que passo me sinto mais sem propósito. Ao mesmo tempo não consigo parar de fazer planos.
Eu olho em volta e vejo que não sou só eu. Nem nisso sou só eu. É difícil aceitar, não, não sou só eu? Sou só e ao mesmo tempo, nada é novo, tudo é igual, numa perpétua repetição que todos fingem ser original.
E eu escolho logo o caminho de projetar repetições.
Não seria diferente em outro lugar, não seria diferente.
Acho que se estivesse satisfeita não seria tão ansiosa.
É muito engraçado o poder da mente. A dor que me provoca a tristeza. O corpo realmente acredita que carrego o peso do mundo.
Eu digo, "quero ser isso.". Me perguntam, "quer mesmo?"

Olha, pra falar a verdade, quero ser livre. O problema é que tem todos esses labirintos no caminho...